sábado, 28 de agosto de 2010

O pior encontro do mundo – Parte I

Bom, deixa eu começar a contar os casos de azar de verdade. Como já falei em outros posts, perdi a namorada esse ano, e fiquei triste com essa situação. Meus amigos decidiram me ajudar, e me apresentaram umas garotas (eu também me inscrevi no ParPerfeito.com, mas isso é uma história pra um outro post, hahaha).

Umas delas, me pareceu bem interessante. Conversamos por MSN por mais de um mês, e o papo fluía. Depois peguei o telefone, e um dia marcamos de sair. Iríamos jogar snooker, e eu teria que decidir o lugar. Claro que eu escolhi um que nunca tinha ido antes, porque eu não jogo isso, sou o pior jogador de bilhar do mundo, aqui onde eu moro, eles denominaram aquelas jogadas em que o taco espirra, como JB (Jogada Bruno). Mas tudo bem, era só um pretexto para um encontro.

Sabendo do meu histórico, segui toda cartilha certinha para não me perder. Olhei a rota no google maps, procurei no GPS, perguntei para amigos, planejei a rota. Estava totalmente preparado. Porem, quando fiquei sabendo o lugar que iria pega-la, já comecei a ficar preocupado: Diadema – Isso mesmo que você leu, DIADEMA. Poxa, eu não tenho nada contra, (moro em um lugar que é bem mais quebrada que Diadema), só que eu nunca estive PERTO de Diadema.

Então chegou a sexta feira. Coloquei aquela roupitcha bonita especial para encontros, e ia estrear meu adidas novinho, só para impressionar. Mandei até lavar meu carro com cera, coisa rara, quem me conhece sabe (hahaha). Marcamos em um supermercado perto da casa dela, e eu, sabendo que ia me perder para chegar, saí com mais de uma hora e meia de antecedência. Claro que me perdi para chegar, mas como tinha tempo, tive que esperar mais uma hora depois que consegui chegar no tal supermercado.

Aproveitei que estava lá, e fui fazer compras (Halls, lenço de papel, etc) e dar aquela passada no banheiro. Quando voltei ao carro, fui abrir o vidro (elétrico), e ele não me obedeceu. Não entrei em desespero, porque o do lado do passageiro abria, e o máximo que iria acontecer era EU passar calor. Então liguei pra ela, que falou que ainda iria demorar meia hora. Assim que acabei de desligar o cel, dei uma conferida no vidro do passageiro de novo, e é claro que ele não estava mais funcionando.

Ainda não entrei em desespero, ela ia entender. Acontece toda hora com esses equipamentos elétricos, é normal, com certeza ela ia entender. Fiquei lá nessa dúvida mais uns minutos, pra fora do carro, porque estava o inferno de calor lá dentro. Então ela chegou.

Putz, ela era gata, mais do que eu esperava. Isso me deixou preocupado, pois agora a pressão aumentava, eu ia ter que ser “o cara” para marcar ponto. Dessa forma, assim que ela chegou, tentei explicar o que tinha acontecido com o vidro, ela achou estranho, mas fez uma cara compreensiva, e isso me deixou mais confortável. Confortável, até tentar sair do supermercado, quando tive que abrir a porta para colocar papelzinho na maquina da cancela.

Ela me perguntou aonde iríamos, e eu falei que era num barzinho na liberdade, perto da 23 de maio. Ela achou longe, mas foi simpática, só perguntou se eu conhecia bem o caminho, e é claro que eu respondi que era fácil. Quando entramos no elevado, é claro que eu errei a entrada e me perdi. Acabamos na consolação, e eu tentava manter o ar de confiança e calma, mesmo não fazendo a mínima idéia de onde estava.

Liguei o GPS, e o óbvio aconteceu: Ele não funcionou. Nisso, ela já demonstrava certa impaciência, e ficamos ali rodando no centro de SP por coisa de uma meia hora. Então tive a idéia de parar num posto de gasolina e pedir informação, pois pedir informação para um taxista do próprio carro, como sempre faço, estava descartado, já que o vidro não baixava.

Pedi a informação. Estava relativamente próximo. Entrei no carro e fui dar ré, mas fui parado com um grito estridente:
-OLHA O HOOOOOOOOOOOOOMEM!

Sim, eu quase atropelei um mendigo dando ré, e ela gritou. Nessa hora ela já estava MUITO irritada. Eu já tava com vontade de chorar. Sair do carro correndo, ir pra longe, fugir dalí. Aposto que ela também. Mas ainda era só o começo da noite. Mas vou ficando por aqui, por enquanto, mais pra frente posto o resto do pior encontro do mundo.

Obrigado.


Continua...

2 comentários:

  1. Se te anima, não lembro se foi no primeiro ou segundo encontro com minha agora esposa, ela teve que me ajudar a empurrar o fusca, que arriou a bateria enquanto a gente namorava ao som de MPB (que depois descobri que ela nem gosta).

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  2. mano , u dei MUUUUUUUUUITA risada , quando o Bruno me contou kkkk foi mto engraçado :D

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