Outro dia estava fazendo aquelas famosas reflexões sobre meu passado, e descobri algo muito intrigante: Eu só tenho amigo FDP. Tá, nem todos são FDP, deve ter um ou dois que não são. De cabeça assim não vou lembrar o nome dele, mas que deve ter um, isso deve ter.
Enfim, apesar de serem meus amigos, e de eu gostar demais deles, tenho que confessar que todos foram sacanas comigo em algum momento da minha vida. Tudo bem que isso é normal numa relação de amigos, e se você perguntar pra eles, provavelmente eu também já fui FDP em algum momento. Mas o que me intriga é que geralmente sou passado pra trás por eles em um só assunto. É praticamente um mono-tema: MULHER!
Sem precisar refletir muito, lembro de uma história muito marcante: O ursinho de pelúcia.
Bem, essa história foi em relação à primeira menina que me apaixonei. Ela era linda, simpática, sorridente. Eu me apaixonei de primeira, mesmo com meus 14 ou 15 anos, eu era apaixonado de verdade por ela. Depois de uns meses de paixão escondida (somente dela, pois os safados dos meus amigos bem que sabiam que eu era maluco por ela), resolvi tomar uma atitude, e no aniversário dela, resolvi que ia dar um presente.
Passei uns três meses juntando todo tipo de dinheiro possível. Troco da padaria que implorava para minha mãe me dar, dinheiro do meu aniversário que ganhei dos meus avôs, moeda que achava na rua. Foram meses nesse objetivo até que depois de muito esforço, juntei R$ 50,00. Você deve ter achado pouco, mas sabe o que é isso pra um moleque de 14 ou 15 anos? Era uma fortuna.
Enfim chegou o aniversário dela, e fui comprar o presente. Fui ao centro da cidade, e depois de muito andar, me deparei com um presente perfeito: Um ursinho (panda) de pelúcia. Era a cara dela. Juntando o presente, o cartão e a embalagem, gastei toda a grana, e tive que voltar a pé pra casa, pois foi até o dinheiro do ônibus.
Esperei a noite chegar, era uma quinta, dia de missa. Assim que ela chegou à igreja, fui logo dando o presente e um abraço. Para minha surpresa ninguém lembrava que era aniversário dela alem de mim, e só foram dar os parabéns quando viram minha reação. Ficamos lá um pouco, com todo mundo fingindo que sabia que era aniversário dela, e eu morrendo de raiva. Chegou à hora da missa, e eu tive que sair, para tocar.
Ela ficou lá com meus amigos. Conversando, e eu sabia que tinha algo estranho. Após a missa, meu amigo me chamou de lado e me disse que, devido ao apelido dele ser panda quando ele era criança, e ele ter contado isso inocentemente a ela, a mesma deu o nome dele ao urso. Até ai tudo bem, ele, como um dos amigos mais próximo que eu tinha, não iria se aproveitar disso. Pobre engano meu. A história aproximou os dois, e duas semanas depois eles estavam namorando.
Graças à lei da “vida se encarrega”, meses depois ele foi trocado pelo Bolas-velhas. Um cara que todo mundo da minha turma odiava, devido à sacanagem que ele fez com esse meu amigo, mas que eu nutria certa simpatia escondida (hahahahaha).
Obrigado!
PS: Eu amo meus amigos. Eles não são 100% FDP. Só me enganam com relação a garotas.
Eu: Eu fui um idiota, você tem o direito de se vingar de mim... Ela: Não vou fazer nada não. A VIDA SE ENCARREGA DISSO! =/
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
O Negão e o gás
Quem já pegou o expresso leste no horário de pico, mais ou menos as 18:30 saberá bem do que estou falando. Quem nunca pegou, ou nem sabe o que é, eu tentarei explicar. É um trem maldito, no qual todas as pessoas do mundo resolvem ir para a Zona Leste de SP. O bagulho é tão apertado que acontece até rodízio de respiração: Primeiro respiram os passageiros que faz aniversário em dia par, depois os aniversariante em dia impar, pois é impossível todo mundo respirar junto.
Pois é, minha história começa ai, porem com um agravante, bem nesse dia, um trem quebrou na estação Tatuapé, e gerou caos no caos, mais ou menos dobrando a quantidade de aperto e pessoas na estação. Eu “sou embarcado” na estação Bras. Mas sou literalmente embarcado mesmo, é só soltar o corpo e ir pra galera, quando você menos espera, está lá dentro do trem. De vez em quando, acontece de um aparecer sentado no colo de alguém, e gera certa confusão e tals.
Acontece que nesse dia, depois da muvuca² da entrada no trem, eu fui parar atrás de um negão encoxando o fulano. Mas tipo, eu não tava só encoxando o cara. Eu tava encoxando MUITO, literalmente encaixado, era uma coisa absurda. Nessa situação, eu pensei: Modos horríveis os meus, e tentei aliviar pro cara. Fiz um esforço danado, e dei uma quebrada na cintura para o lado esquerdo, que mais parecia a de uma dançarina de axé. Eu ia ficar quebradão, com dor na coluna, mas pelo menos evitaria uma briga.
Acontece que o cara veio junto comigo. Isso mesmo, o cara acompanhou o movimento do meu quadril com a bunda. Até aí normal, poderia ter sido sem intenção. Então realizei o mesmo movimento para o outro lado. Para a minha surpresa, o negão veio junto outra vez. PORRA, aquilo era surreal, então fiz um esforço enorme e quebrei meu quadril para trás, me mantendo na ponta dos pés. E para a minha imensa revolta, o cara arrebitou a bunda. Não tive dúvida, O CARA ERA VIADO. Nada contra gays, mas se aproveitar de mim naquela lata de sardinha era sacanagem.
Foi aí que olhei para baixo, e reparei que a fivela do meu cinto estava enroscada no passador da calça do cara. É, isso mesmo que você leu. Eu tava enroscado no cara, e por isso que ele tava indo de um lado para o outro comigo. Eu fiquei lá, sem reação, quando ele olhou pra trás muito bravo e falou com voz MUITO nervosa:
- Que é essa porra ai mano?
- É que meu cinto enroscou na sua calça (morrendo de medo).
- Então tira essa porra daí.
Eu desenrosquei o mais rápido que consegui, e me virei o quanto pude. A galera do lado ficou lá, segurando o riso durante alguns segundo, e eu só queria morrer. Se o trem explodisse àquela hora, seria um alívio. Foi aí que ouvi uma tosse. Você já deve ter presenciado essas tosses coletivas, quando uma pessoa tosse, e todo mundo sei lá porque, começa a tossir junto, na mesma sintonia.
Eu acho isso uma baita de uma babaquice. Mas estava acontecendo, fiquei lá por segundos, com vontade de xingar todo mundo, até meus olhos começarem a arder, e minha garganta arranhar muito. Era quase incontrolável, mas eu não ia entrar naquele costume babaca.
Foi quando eu percebi uma movimentação estranha, e a galera apontando para a porta. Quando olhei, descobri que a mangueirinha da porta pneumática tinha escapado, e estava soltando um gás dentro do vagão, daí o motivo da tosse coletiva. Nisso a galera comeóu a ficar desesperada, e como o trem estava chegando ao Tatuapé, todo mundo queria descer.
Só que como eu tinha dito, havia um trem quebrado no Tatuapé, e a plataforma estava cheia de gente querendo entrar. Quando a porta abriu, foi a maior confusão que eu já vi na minha vida. Parecia uma guerra: Milhares de pessoas querendo descer (inclusive eu) e outras milhares querendo entrar, num duelo épico. Não demorou muito, a porta fechou, e eu não tinha conseguido descer. Só que naquela confusão toda, adivinhem onde eu estava? Sim, isso mesmo, atrás do negão outra vez. Nisso, ele olhou para trás e falou nervoso:
- AÍ MANO, NÃO TEM NADA ENROSCADO DESSA VEZ NÃO NÉ?
Obrigado!
Pois é, minha história começa ai, porem com um agravante, bem nesse dia, um trem quebrou na estação Tatuapé, e gerou caos no caos, mais ou menos dobrando a quantidade de aperto e pessoas na estação. Eu “sou embarcado” na estação Bras. Mas sou literalmente embarcado mesmo, é só soltar o corpo e ir pra galera, quando você menos espera, está lá dentro do trem. De vez em quando, acontece de um aparecer sentado no colo de alguém, e gera certa confusão e tals.
Acontece que nesse dia, depois da muvuca² da entrada no trem, eu fui parar atrás de um negão encoxando o fulano. Mas tipo, eu não tava só encoxando o cara. Eu tava encoxando MUITO, literalmente encaixado, era uma coisa absurda. Nessa situação, eu pensei: Modos horríveis os meus, e tentei aliviar pro cara. Fiz um esforço danado, e dei uma quebrada na cintura para o lado esquerdo, que mais parecia a de uma dançarina de axé. Eu ia ficar quebradão, com dor na coluna, mas pelo menos evitaria uma briga.
Acontece que o cara veio junto comigo. Isso mesmo, o cara acompanhou o movimento do meu quadril com a bunda. Até aí normal, poderia ter sido sem intenção. Então realizei o mesmo movimento para o outro lado. Para a minha surpresa, o negão veio junto outra vez. PORRA, aquilo era surreal, então fiz um esforço enorme e quebrei meu quadril para trás, me mantendo na ponta dos pés. E para a minha imensa revolta, o cara arrebitou a bunda. Não tive dúvida, O CARA ERA VIADO. Nada contra gays, mas se aproveitar de mim naquela lata de sardinha era sacanagem.
Foi aí que olhei para baixo, e reparei que a fivela do meu cinto estava enroscada no passador da calça do cara. É, isso mesmo que você leu. Eu tava enroscado no cara, e por isso que ele tava indo de um lado para o outro comigo. Eu fiquei lá, sem reação, quando ele olhou pra trás muito bravo e falou com voz MUITO nervosa:
- Que é essa porra ai mano?
- É que meu cinto enroscou na sua calça (morrendo de medo).
- Então tira essa porra daí.
Eu desenrosquei o mais rápido que consegui, e me virei o quanto pude. A galera do lado ficou lá, segurando o riso durante alguns segundo, e eu só queria morrer. Se o trem explodisse àquela hora, seria um alívio. Foi aí que ouvi uma tosse. Você já deve ter presenciado essas tosses coletivas, quando uma pessoa tosse, e todo mundo sei lá porque, começa a tossir junto, na mesma sintonia.
Eu acho isso uma baita de uma babaquice. Mas estava acontecendo, fiquei lá por segundos, com vontade de xingar todo mundo, até meus olhos começarem a arder, e minha garganta arranhar muito. Era quase incontrolável, mas eu não ia entrar naquele costume babaca.
Foi quando eu percebi uma movimentação estranha, e a galera apontando para a porta. Quando olhei, descobri que a mangueirinha da porta pneumática tinha escapado, e estava soltando um gás dentro do vagão, daí o motivo da tosse coletiva. Nisso a galera comeóu a ficar desesperada, e como o trem estava chegando ao Tatuapé, todo mundo queria descer.
Só que como eu tinha dito, havia um trem quebrado no Tatuapé, e a plataforma estava cheia de gente querendo entrar. Quando a porta abriu, foi a maior confusão que eu já vi na minha vida. Parecia uma guerra: Milhares de pessoas querendo descer (inclusive eu) e outras milhares querendo entrar, num duelo épico. Não demorou muito, a porta fechou, e eu não tinha conseguido descer. Só que naquela confusão toda, adivinhem onde eu estava? Sim, isso mesmo, atrás do negão outra vez. Nisso, ele olhou para trás e falou nervoso:
- AÍ MANO, NÃO TEM NADA ENROSCADO DESSA VEZ NÃO NÉ?
Obrigado!
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
O pior encontro do mundo – Parte II
Como vocês leram aqui, depois de quase atropelar o mendigo, consegui chegar à rua do barzinho, passei na frente do lugar e fui parar o carro em algum estacionamento. Passei em um bem perto: LOTADO, em um segundo: LOTADO, terceiro e quartos: LOTADOS.
Daí eu tive a excelente idéia de dar a volta e começar no inicio da rua. Fiz a volta e parei na avenida liberdade. Mas era sexta-feira, e essa maldita rua é tomada pelos malditos estudantes bêbados que param o maldito transito. Nessa rua fiquei coisa de 40 minutos para andar uns 500 metros. Eu não conseguia me mexer. Estranhei que ela estava cada vez mais calada, então olhei para o lado e a observei melhor. Ela estava com uma cor amarelada, e com uma cara de zonza. Pra vocês entenderem, ela não tinha jantado, e já passava das onze, então ela começou a PASSAR MAL DE FOME. Sim, isso mesmo, ela estava passando mal. Eu olhei pra ela e ela me disse pra pararmos em qualquer lugar pra comer, e deixar o barzinho pra outro dia.
Eu não acreditava que aquilo tava acontecendo, e tentei arrumar um caminho entrando em qualquer rua. Nesses desvios, caí na Rua da Glória, quase na frente do barzinho. Por incrível que pareça, tive a impressão que minha sorte havia voltado. Parei o carro no Valet, e entramos no barzinho. Não tinha mesa para dois, então fomos levados a uma mesa para cinco. Sabe aquelas mesas enormes e redondas? Mas tudo bem, pelo menos estávamos lá, e pedi o cardápio.
Era um barzinho japonês, com comida japonesa. Foi ai que eu me lembrei de perguntar se ela gostava de comida japonesa. Claro que ela não gostava.
Então pedimos a única coisa que não era japonesa: Uns espetinhos. O dela era de carne. Quando chegou, tinha um aspecto horrível, cheio de gordura e tals. Ela comeu como se fosse a coisa mais gostosa de todos os tempos. Ficamos ali meio sem assunto, conversando sobre futilidades. Em coisa de 40 minutos fomos embora, e nem jogamos o maldito snooker.
Na hora de ir embora, eu paguei no cartão, e quando fui pegar o dinheiro para pagar o estacionamento, eu percebi que tinha deixado R$ 70,00 no console do carro. Então tive que pedir dinheiro pra ela para pagar. Quando o carro chegou, é claro que o dinheiro não estava lá. Alem de mentiroso e atrapalhado, agora ela me achava um babaca miserável.
Fomos embora para Diadema, e é obvio que me perdi de novo. Mas chegamos. Confesso que foram os 40 minutos dirigindo um carro mais desconfortáveis da minha vida. Eu só queria deixar ela em casa logo, e ir pra minha casa. Chegamos na casa dela, e deixei ela lá. Ela deu aquele sorrisinho amarelo, dizendo: Outro dia marcamos o bilhar (eu entendi a mensagem real: Esse foi o pior encontro da minha vida, nunca mais quero te ver). Me explicou o caminho de volta, e eu fui embora.
Até hoje, não entendi no que errei, só sei que fiz o que ela tinha falado, mas não deu certo. Eu estava perdido em Diadema as 02:00 da manhã, sozinho, com medo, e desesperado. Fiquei lá, rodando a cidade inteira, seguindo as placas que não davam em lugar algum, olhando para as poucas figuras mal-encaradas me observando. Depois de meia hora, avistei um carro de policia e buzinei desesperadamente.
Quando cheguei perto, abri a porta e perguntei como fazia pra chegar em São Paulo. O Policial me perguntou se eu conhecia alguma coisa de Diadema, e eu respondi que não. Então ele me falou:
- Cara, então segue a gente. Se a gente te largar por aqui você vai ser assaltado.
Como assim ser assaltado? Eu tava rodando por ali fazia meia hora. Mas pelo menos eu estava a salvo. Fui escoltado pra fora de Diadema, e sem exagero, demorei 15 minutos para chegar na estrada. E nesse caminho, passei numas quebradas, que acho que até os policiais estavam com medo.
E assim terminou minha noite perfeita. Escoltado pela policia, R$ 70,00 mais pobre, envergonhado, com o vidro quebrado e desiludido. Foi ou não foi o pior encontro do mundo?
Obrigado.
Daí eu tive a excelente idéia de dar a volta e começar no inicio da rua. Fiz a volta e parei na avenida liberdade. Mas era sexta-feira, e essa maldita rua é tomada pelos malditos estudantes bêbados que param o maldito transito. Nessa rua fiquei coisa de 40 minutos para andar uns 500 metros. Eu não conseguia me mexer. Estranhei que ela estava cada vez mais calada, então olhei para o lado e a observei melhor. Ela estava com uma cor amarelada, e com uma cara de zonza. Pra vocês entenderem, ela não tinha jantado, e já passava das onze, então ela começou a PASSAR MAL DE FOME. Sim, isso mesmo, ela estava passando mal. Eu olhei pra ela e ela me disse pra pararmos em qualquer lugar pra comer, e deixar o barzinho pra outro dia.
Eu não acreditava que aquilo tava acontecendo, e tentei arrumar um caminho entrando em qualquer rua. Nesses desvios, caí na Rua da Glória, quase na frente do barzinho. Por incrível que pareça, tive a impressão que minha sorte havia voltado. Parei o carro no Valet, e entramos no barzinho. Não tinha mesa para dois, então fomos levados a uma mesa para cinco. Sabe aquelas mesas enormes e redondas? Mas tudo bem, pelo menos estávamos lá, e pedi o cardápio.
Era um barzinho japonês, com comida japonesa. Foi ai que eu me lembrei de perguntar se ela gostava de comida japonesa. Claro que ela não gostava.
Então pedimos a única coisa que não era japonesa: Uns espetinhos. O dela era de carne. Quando chegou, tinha um aspecto horrível, cheio de gordura e tals. Ela comeu como se fosse a coisa mais gostosa de todos os tempos. Ficamos ali meio sem assunto, conversando sobre futilidades. Em coisa de 40 minutos fomos embora, e nem jogamos o maldito snooker.
Na hora de ir embora, eu paguei no cartão, e quando fui pegar o dinheiro para pagar o estacionamento, eu percebi que tinha deixado R$ 70,00 no console do carro. Então tive que pedir dinheiro pra ela para pagar. Quando o carro chegou, é claro que o dinheiro não estava lá. Alem de mentiroso e atrapalhado, agora ela me achava um babaca miserável.
Fomos embora para Diadema, e é obvio que me perdi de novo. Mas chegamos. Confesso que foram os 40 minutos dirigindo um carro mais desconfortáveis da minha vida. Eu só queria deixar ela em casa logo, e ir pra minha casa. Chegamos na casa dela, e deixei ela lá. Ela deu aquele sorrisinho amarelo, dizendo: Outro dia marcamos o bilhar (eu entendi a mensagem real: Esse foi o pior encontro da minha vida, nunca mais quero te ver). Me explicou o caminho de volta, e eu fui embora.
Até hoje, não entendi no que errei, só sei que fiz o que ela tinha falado, mas não deu certo. Eu estava perdido em Diadema as 02:00 da manhã, sozinho, com medo, e desesperado. Fiquei lá, rodando a cidade inteira, seguindo as placas que não davam em lugar algum, olhando para as poucas figuras mal-encaradas me observando. Depois de meia hora, avistei um carro de policia e buzinei desesperadamente.
Quando cheguei perto, abri a porta e perguntei como fazia pra chegar em São Paulo. O Policial me perguntou se eu conhecia alguma coisa de Diadema, e eu respondi que não. Então ele me falou:
- Cara, então segue a gente. Se a gente te largar por aqui você vai ser assaltado.
Como assim ser assaltado? Eu tava rodando por ali fazia meia hora. Mas pelo menos eu estava a salvo. Fui escoltado pra fora de Diadema, e sem exagero, demorei 15 minutos para chegar na estrada. E nesse caminho, passei numas quebradas, que acho que até os policiais estavam com medo.
E assim terminou minha noite perfeita. Escoltado pela policia, R$ 70,00 mais pobre, envergonhado, com o vidro quebrado e desiludido. Foi ou não foi o pior encontro do mundo?
Obrigado.
Assinar:
Postagens (Atom)